Tudo começou com um grito que até hoje ecoa em muitos corações.
Esse grito se ouviu em Israel, e alguns anos depois em Roma.
É chegado o Reino dos Céus! Esse é o grito de vida que preenche o coração
daqueles que pregam e ama o Evangelho!
Nosso Senhor Jesus, orientou seus discípulos a pregarem por todas as nações, tudo aquilo que Ele tinha ensinado, e tudo que eles tinham visto e ouvido. Os discípulos logo obedeceram a essa ordem, anunciando assim o Evangelho.
O Evangelho era simples e singelo, pregado a todos os homens, trazendo assim ao arrependimento, e reconciliação com Deus.
O papel do Evangelho é reconciliar o homem com Deus (Pai), através da morte de Jesus Cristo na cruz. Trazendo assim Paz, e certeza de sua Salvação.
O Evangelho se tornou avassalador, e perigoso para muitos que se achava donos do mundo e de Deus. O Evangelho crescia rapidamente, muitas pessoas aceitavam de bom grado a pregação da fé. Isso fez com que muitos se aborrecessem com a situação, pois tinham medo de uma grande revolução.
Além das perseguições religiosas judaicas, tinha também os pagãos que se sentiam ameaçados com a pregação do Evangelho, o qual não era mais uma religião, culto, doutrina, mas um poder miraculoso de transformação através de algo simples chamado fé na justificação e perdão de Deus aos homens.
Para os judeus, a sua religião era singular e proselitista, pois os mesmos tinham a “certeza” de que o Deus que fez todas as coisas era só deles, e fora deles não existia Deus. Como se Deus fosse de alguém! Para os judeus, o Evangelho era um perigo para suas Leis, que não justificava ninguém, mas os faziam se sentirem donos da vinha. Eles não observavam a Lei, pois se observassem a Lei, entenderiam quem era Jesus Cristo.
Para os pagãos, era uma inteira ameaça. Pois esse Evangelho ou Boas novas era muito simples, mas muito eficaz. Enfatizava uma comunhão com o Deus supremo, algo que relativamente era anormal para eles, pois eles só viviam de mitologias, e distancia cultual dos seus deuses. Esse evangelho prometia vida eterna gratuitamente, através da Justificação do próprio Deus, inimigo do povo, o qual estava disposto a esquecer todas as ofensas dos homens por que Ele mesmo tinha morrido por isso. Essa atitude de Deus era algo amoroso, humano, sincero. Isso cativa, transforma, faz uma metanóia, uma mudança na alma. Mas isso não tem lucros financeiros, isso não cria súditos cultuais. Haja vista que o Evangelho quebra a idéia de Sacerdócio cultual, e todos os sacrifícios propostos pelas seitas religiosas. Esse Evangelho prega um único Deus, o Deus desconhecido! Como ficaria os outros deuses que davam dinheiro através dos artesanatos idolatras, adivinhações, bacanais, glutonarias, as especiarias para sacrifícios compradas em nome dos deuses, como ficaria os templos, os dízimos (os pagãos também davam dízimos aos seus deuses). O Evangelho acabaria com toda essa mercantilização da “fé”.
Para os Gregos, era um verdadeiro escândalo esse negócios de cruz, Deus descendo dos Céus, se transformando em homem e morrendo, e pior ressuscitado. Era verdadeiramente, um suicídio intelectual e científico. Era um insulto a sua ciência e filosofia. Não tinha nada para refletir, só viver! Não tinha dicursos sem fim. Estava tudo consumado! Eles queriam viajar na maionese. Filosofar, mesmo que a filosofia não trouxesse nenhuma esperança de vida eterna, era algo surreal para eles. Para eles era melhor sua mitologia poética e fantasiosa, do que crer em algo desse tipo, e muito mais concreto e verdadeiro.
Para os romanos, os quais detinham o poder político da época. Era totalmente ameaçador, imagine, o “movimento” crescendo, expandido e ultrapassando fronteiras, ganhando adeptos, ganhando autoridades, ganhando forças. Tirando que era uma afronta a sua cultura politeísta, voltada à sexualidade libertina, a adoração ao imperador e autoridades constituídas.
Os cidadãos que criam no Evangelho, automaticamente criavam resistência às autoridades (por isso que Ap. Paulo orientar ao respeito as autoridades constituídas em Rm 13). O povo tinha uma grande resistência e imaturidade ao que se refere ao Evangelho, mas o Apóstolo Paulo com toda paciência tenta orientar a galera a cerca da cultura, religiosidade pagã, e outras coisas concernente à cultura do povo romano.
Com tudo isso os Imperadores romanos sentem-se ameaçados por esse povo. O povo não quer se dobrar aos pés do Imperador. Coisa que era normal, pois todos tinham o Imperado como Deus. É daí quem vem os codes nomes de alguns como Augusto(venerado, adorado) e outros mais.
Os Imperadores começaram a perseguir esse povo que crescia mais que coelhos na época de reprodução. Fizeram vários decretos para fazerem esse povo retroceder. Mas parecia que nada dava certo. Teve o Nero que forjou o incêndio para culparem o povo, mas quanto mais morriam, mais se nascia pessoas que crescem nessa palavra.
Até aí, tudo era Evangelho. Pessoas morriam por amor a Cristo, isso não tinha nenhum fim lucrativo. O que falava mais forte era o amor. Era o CAMINHO do Evangelho no coração do homem. Sem fins lucrativos e sem síndrome de ganhar o mundo e estabelecer uma religião superior. Mas O Espírito Santo falando ao coração do homem pela sutil pregação do Evangelho.
Agora vamos dar um giro de 180º...
“Agora prevalece o ditado popular:” Se não consegue vence-los, junte-se a eles...
É, foi isso que aconteceu... Aí que a bagunça começa...
Os Imperador Constantino, vendo que não conseguia “vencer ao povo”, estabeleceu que agora todos vão ser esse “povo”.
Constantino, estabeleceu que o Império Romano todo fosse “Cristão”. Foi um verdadeiro golpe dando beijos e alisando a cabeça!
Estabelecendo o “Cristianismo” como superior, universal (Católico), ele estava dando um tiro mortal sem precisar fazer forças. Agora, todos são de “Jesus”, e “Jesus” tem quer ser adaptado a todos. (Em outra matéria falarei mais sobre essas adaptações).
A partir desse instante, Jesus se tornou o templo, e o Cristianismo soberano. O nome de Jesus se tornou o Islogan das matanças, quebra de cultura, imposição doutrinaria e etc.
A “Cristocentria” era a política da hora, tendo em vista que Cristo era “patenteado” por essa igreja chamada universal ou Católica (acho que isso te fez lembrar alguma coisa!). O povo tinha que se dobrar a todas as apetites totêmicas, pagãs, barganhagem e outras coisas piores em nome de Deus. Pois estava estabelecido que Deus era o templo, a religião. E fora dela, Deus não existia. (Veja se não é a mesma posição dos judeus, e se as vendas e barganhas em nome de Jesus, são coisas pagãs?) .
Instalou-se a síndrome do Pink e Celebro(Vamos ganhar o mundo!). Todos serão Cristãos. Vamos fazer cruzadas, matar pessoas, ganhar dinheiro, poder, fama. A verdadeira síndrome de BABEL(confusão!).
Mas um dia a alma cansa...
Vamos dá um giro de 90%, mas depois retrocede mais 90%!
Reforma Protestante... Oba.
A igreja Católica “detinha” a palavra de Deus, mas conhecida como Bíblia Sagrada. Era a única que tinha a certeza absoluta de Deus. Automaticamente todos tinham que acreditar em sua palavra. Mesmo não usando quase nenhuma palavra contida ali. Ninguém mais tinha acesso aos escritos da Bíblia, o povo era tido como leigos e os sacerdotes sábios e doutores. A bíblia era na versão latinha, grega e hebríca, e algumas palavras em aramaico. Isso dificultava mais ainda.
O inferno era o ponto cume da pregação do “evangelho” Católico romano. O povo não cria mais no amor de Deus pelos homens, mas sim no medo de ir para o inferno.
Um monge, com o desejo imenso de conhecer as escrituras sagradas (bíblia), começou a perceber em suas pesquisas, que tinha algumas coisas divergentes do Evangelho da bíblia pregada pelos Apóstolos, para o “evangelho” pregado pela a igreja.
A igreja pregava justificação por obras e por barganhas. Quem pagava era perdoado. A Salvação não era mais pela fé em Cristo, mas sim por uma boa quantia em dinheiro ou bens.
Esse monge, se revolta. Ainda temeroso, e com a síndrome do medo de estar contra Deus. Tenta questionar toda essa situação.
Resumindo. Ele é excomungado, tido como criador de seita, e de uma reforma. A qual até hoje não surtiu efeito nenhum no coração daqueles que se chamam protestantes!
Por que não surtiu efeito?
A luta da reforma não era uma afronta a nós mesmos, mas somente a igreja universal (Católica). O verdadeiro Evangelho, leva ao homem a mudança do seu ser através do conhecimento de Deus em Jesus Cristo. Mas não foi isso que a Reforma fez, mas um PROTESTO somente.
O Protestantismo lutou contra o PAPADO, mas manteve os papinhas, mas chamados como pastores ou sacerdotes. Os Luteros, Calvinos e etc. Hoje está pior. Temos um monte de apóstolos, bispos, e outros que se intitulam detentores das revelações de Deus.
O Protestantismo brigou contra a paganize sacerdotal mediadora, mas manteve os pastores sacerdotes que detem o conhecimento de Deus mais do que os leigos (platéia).
O Protestantismo brigou contra as indulgências e barganhas Católicas, mas deixou os dízimos para alimentação dos sacerdotes pastores. Como se os pastores fossem sacerdotes da igreja. Como se a igreja fosse o templo construído por mãos de homens.
O Protestantismo brigou contra a escravidão, e lançamento de pessoa para o inferno. Mas até hoje o ponto central da pregação protestante é o inferno e o diabo.
O Protestantismo brigou contra falácia da justificação pelas obras pregadas pelos Católicos, mas manteve a legalidade e justificativa por meio de obras, como roupas, comida, bebidas, músicas, não faça isso, não faça aquilo e etc.
O Protestantismo lutou contra a síndrome de ganhar o mundo pela forma Católica (cruzadas), mas até hoje sonha em acabar com todas as religiões por meio de sua APOLOGÉTICA (defesa da “fé”), condenando centenas de pessoas que não acreditam em sua doutrina, ou costumes.
Martinho Lutero questionou o Cânon sagrado, retirando alguns livros que ele não achava que era inspirado, e até questionando e não crendo na epístola de Tiago, por causa da justificação pelas obras. Mas até hoje, o protestantismo mantém a idéia de que a bíblia é algo esotérico, mágico e místico. Acham que tudo de 2000 anos atrás tem que ser aplicado na vida de pessoas culturalmente, intelectualmente, evolutivamente diferentes, sem se quer respeitar a cultura, a primitividade do povo que se encontra nos textos. Não olham o Espírito do Evangelho, só a letra das escrituras. Esquecendo da liberdade libertadora do Evangelho somente.
O Protestantismo brigou contra a idolatria Católica, mas mantiveram seus heróis na fé, seus óleos ungidos, águas do Jordão, sal de Israel, caixinhas de promessas, altares em templos e etc.(No Evangelho não se tem altares, pois Deus não mora no galpão alugado ou comprado por nós, isso é coisa pagã que entrou no meio da “igreja”).
O Protestantismo brigou pela Graça que os Católicos não pregavam, mas manteve a idéia de que fora da igreja protestante não há Salvação. Anulando assim a Graça, e reduzindo ao proselitismo religioso.
O Protestantismo brigou com os Católicos por causa do partidarismo de Deus, e manteve a idéia de que não sendo Protestante Evangélico, O “cara” não tem Deus, pois Deus é da igreja Evangélica Protestante. Patentearam Deus, e Deus se tornou um boneco comprado na esquina, com nota fiscal comprovando que é de quem comprou.
O Protestantismo brigou pela Graça multiforme de Deus, mas manteve a idéia de doutrinação, formatação, de crente feito em series. Ou seja, para ser de Deus, tem que todo mundo ser igual, vestir mesmas roupas, ter os mesmos gostos, ir nos mesmos lugares e etc.
O Protestantismo brigou por causa do purgatório, mas fazem seus adeptos viverem no inferno existencial, e mental aqui na terra. Dizendo que eles não são mais do “mundo”. Por isso não se pode fazer, vestir, pegar em nada que o pessoal do “mundo”.(Isso deixa o individuo totalmente fora de órbita, descolorado, desqualificado em alguns assuntos, e totalmente desconexo com o mundo(cosmos). Isso instala uma série de doenças no individuo, e um monte de complexos e pulsões, traumas e outras coisas que tratarei em uma outra oportunidade. Pois, privam-se de coisas essenciais a sua alma, o qual nunca foi pecado, mas legalísmo religioso, mandamentos humanos, os quais só fazem mal, e não santifica em nada). O individuo tem que fazer parte do ambiente que ele vive. Jesus falou que não somos do mundo, ou seja, não somos mais influenciados por esse pensamento, sentimento ou fluxo. Mas Jesus falou que não queria que nos tirasse do mundo, mas nos livrasse do mal!
Vivem como uns verdadeiros ETs em nome de “Jesus”, sem viverem nada essencial para a alma, ou seja, as coisas básicas humanamente falando. Como: beber, comer, se divertir, amar... Viver. Isso trará várias conseqüências catastróficas futuramente, como: depressões, baixa auto-estima, arrependimentos e etc.
O Protestantismo brigou tanto contra a politicagem burguesa do Catolicismo romano, mas hoje eles desejam ter um mundo protestante. Com escolas protestantes, prefeitos protestantes, professores protestantes, presidente protestante, TVs e rádios protestantes. O pior, que eles tem políticos protestantes que não fazem a menor diferença, TVs que não fazem a menor diferença. Mas eles querem conquistar o mundo.
O Protestantismo brigou contra a venda de especiarias “santas”, e objetos milagrosos, mas mantém isso de maneira sutil, como venda de sal “santo”, rosa da prosperidade, óleo ungido fora da ideologia bíblica, campanhas de prosperidades, dízimos em troca de benção, ofertas para quebrar a pobreza, venda de pregações abençoadoras, livros reveladores, músicas com unções e etc.
O Protestantismo brigou pela idéia de que o “mundo” somente era uma influencia interior no homem como Jesus falou, mas voltou atrás, dizendo que mundo é um endereço fora da igreja. Então inventaram o clube evangélico, o cinema evangélico, a festa evangélica, a roupa evangélica, a sorveteria evangélica e etc. Isso nada mais é que um monte de sal dentro do saleiro, ou seja, não salga nada e nem ninguém. Pois só andam no meio do sal. E sal não salga sal! Mas Jesus nos chamou para salgar. E pra isso, o sal tem que se misturar.
O Protestantismo brigou pela Paz que Cristo falou que dava, mas mantém seus adeptos com o medo do inferno, do pecado constantemente em seus corações, não tendo assim Paz com Deus. Pois Deus é uma espécie de individuou acusador, que está de olho só querendo ver quem é o primeiro a pecar para acusar e condenar ao inferno! E automaticamente não serão libertos de suas pulsões. Pois, somos libertos mediante a convicção de que Cristo nos perdoou de todos os nossos pecados, os de ontem, o de hoje, e o de amanhã. Ou seja, está consumado!
O Protestantismo brigou contra as cruzadas Católicas e Concílios, mas voltou atrás, fazendo cruzadas evangélicas e congressos para planejar a conversão do mundo.
O Protestantismo brigou contra a detenção da palavra de Deus, e cria que Deus é que se revela ao homem através de sua Palavra. Não precisando assim que ninguém o ensine. Mas voltou atrás, inventando as revistas das EBDs, Livros de como caçar a Deus, conhecer a Deus, buscar a Deus, agradar a Deus e etc.
Então, podemos perceber que o Protestantismo Evangélico, nada mais é que um grito surdo. Não adiantou nada. Foi uma verdadeira adaptação do Catolicismo romano com todas as suas barganhas e paganizes. A única diferença é que os Católicos matavam e lançavam o povo no inferno sem a Bíblia, e o Protestantismo justifica suas matanças infernais nas escrituras de maneira sutil e doutrinada.
Deixo essa reflexão!
FICAREMOS COM O PROTESTANTISMO NEUROTICO COM SINDROME DE GANHAR O MUNDO, O CRISTIANISMO HISTORICO DONO DO UNIVERSO, OU O EVANGELHO DE CRISTO? O qual é singelo, simples, eficaz, sem síndromes, sem pretensões de ganhar o mundo, mas ganhar os homens através do amor que está Filho de Deus, o Cordeiro imolado para remissão dos nosso pecados?
Paz, e Graça a todos.
Delson Santana
domingo, 8 de junho de 2008
O Grito Surdo do Protestantismo
Postado por Caminho da Graça às 05:43
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Radio Caio Fabio

Alguns livros do Pr. Caio Fábio foram digitalizados e, agora, estão disponíveis em PDF para download.
É só clicar e aguardar.
(demora um pouco para abrir)
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Tenha uma ótima leitura!
(É necessário Adobe Acrobat Reader instalado)
(arquivo em Power Point)



















Outros e-books:
* O Deus que não desiste de amar
* Como ser usado por Deus
* Eu quero ser feliz
* Onde está o infinito-pessoal
* Igreja: Crescimento integral
* Habacuque: Um profeta em agonia - Revista Ultimato 1990
* Uma Graça que Poucos Desejam
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1 Comment:
Amigo Delson...vou lhe dizer uma coisa, estou "passada" com tanta verdade inspirada que li aqui.
Você colocou em palavras um sentimento enlouquecedor de culpa que eu carregava em mim. Sentia que algo estava errado mas não sabia o que nem onde.
Muito obrigada pela sua visão ampla e igualmente bíblica das coisas.
Realmente é fácil ficar cego, surdo e mudo diante de tanto massacre.
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